O “coaching ontológico” na prática

O “coaching ontológico” na prática

On Novembro 7, 2014, Posted by , In Coaching, By ,, , With No Comments

Por Lucelaïne Scheín

A prática do coaching ontológico tem como principal função entender o “ser” de cada um e a sua essência profunda, desnudando os véus do que se sente, pensa ou deseja. Para tanto, exige dos profissionais desta área, um amplo e sério conhecimento de técnicas, teorias e dinâmicas para conferir eficiência e credibilidade ao trabalho desenvolvido.

Desenvolver uma escuta capaz de perceber os meandros do enredo requer estudo aprofundado de diferentes áreas. O desafio é conseguir lidar com fluidez com o que o ser humano apresenta de mais sutil e talvez menos óbvio, mas que pode revelar o verdadeiro âmago da questão.

Segundo Leonardo Wolk, em seu livro Coaching A Arte de Soprar Brasas, “O coaching está fundado em sólidas bases teóricas, rigorosas ferramentas práticas, e requerer profissionais capacitados para o seu exercício. Uma sólida formação profissional, ética e responsabilidade são condições essenciais para ser um coach”. Nada simples. Sem dúvida, os conceitos são de fundamental importância para que se possa fazer um desenho mental ágil e assertivo de cada passo que seja necessário realizar em um processo de coaching.

Durante este processo, coach e coachee por vezes se igualam, pois esta arte permite aos que estiverem atentos, constante aprendizado.  Sair da zona de conforto talvez seja o maior desafio, requer coragem para primeiro assumir o que impede de exercer a ação e, com convicção, conquistar o que almejamos.

Neste sentido, é importante valorizar a linguagem, tanto a que é comunicada verbalmente, bem como corporal e emocionalmente. Estas formas permitem entender melhor a essência do outro, possibilitando avaliar quais são os fatores que os levam a atuar da forma como atuam. Ainda, é possível acessar o que permite integrar razão e emoção, tendo como resultado a realização em qualquer âmbito.

O papel do profissional coach é auxiliar as pessoas para que verdadeiramente integrem suas capacidades, potencializando o que realmente são. Passando por um processo individual de transformação, sem atropelar o conjunto de imagens e crenças arraigadas na mente do coachee.

Por mais diferentes os meios ou modelos em que fomos educados e criados, um padrão se repete independente da geração ou local, a crítica ou a autocrítica, muitas vezes severa é um condicionamento que beira o “comum”.

Perceberemos claramente este reflexo no processo de coaching quando da resistência do coachee em mudar um hábito, que mesmo que entenda que é negativo, não se permite fazê-lo, criando barreiras internas que bloqueiam o desenvolvimento.

Além de todos os conceitos e embasamentos, é necessário desenvolver um olhar amoroso, de aceitação, livre do sentimento de culpa, e acima de tudo, paciente. Esta suavidade em contatar estes sentimentos, sendo sinceros para conosco e com o outro permitirá um processo de autoconhecimento e domínio do que efetivamente desejamos transformar.

A partir deste contexto, gerar estrutura para que possa criar novas estruturas com o entendimento do padrão interno.

Na ausência do conhecimento e embasamento apropriado para a prática do coaching, o processo corre o risco de tornar-se falho, subjetivo e ainda discorrer por meandros de insucesso ou frustração. Ou ainda, entrar em áreas que não são pertinentes ao processo.

Assim, utilizar os conceitos com competência é de fundamental importância na prática do coaching, para torná-lo realmente um processo transformador.

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